A Copa das Confederações começará neste sábado e terminará em 2 de julho (Foto: Stuart Franklin / Fifa)

Ao meio-dia deste sábado (pelo horário brasileiro), terá início em São Petersburgo a décima edição da Copa das Confederações, que corre o risco de entrar para a história do futebol pela porta dos fundos. A Fifa estuda a realização de mudanças profundas em seus torneios e uma das possibilidades é acabar com o evento que reúne a cada quatro anos os campeões continentais e o campeão do mundo.

Criada em 1992 como uma disputa amistosa na Arábia Saudita, com o nome de Copa Rei Fahd, a competição ganhou a denominação atual e passou a ser oficial em 1997. Desde então, sobrevive à má vontade dos clubes europeus, que preferiam ver suas estrelas descansando a ter de cedê-las para participar de um torneio que eles consideram pouco importante.

A edição de 2017, que será aberta com o jogo entre Rússia e Nova Zelândia, sofreu um duro golpe quando a Alemanha decidiu disputá-la com um time reserva. Assim, Cristiano Ronaldo ficará como a estrela solitária em campos russos, tendo o chileno Alexis Sánchez como principal coadjuvante. Além de servir para que as autoridades do país-sede façam um teste geral a um ano da Copa do Mundo – especialmente na segurança –, o torneio dará a seus oito participantes a chance de levantar uma taça e, além disso, aprimorar a preparação para o evento do ano que vem, que é o que realmente interessa.

Veja agora as atrações da Copa das Confederações 2017:

OS TIMES

GRUPO A

Cristiano Ronaldo, de Portugal (Foto: Instagram / Fifa)

Rússia: Ninguém no país-sede acredita em um desempenho brilhante na competição – nem mesmo na Copa do Mundo. Faltam jogadores talentosos aos russos, que fizeram uma campanha fraca na última Eurocopa (eliminados na primeira fase, com apenas um ponto) e não melhoraram muito de um ano para cá. O principal jogador é o goleio Akinfeev.

Portugal: Cristiano Ronaldo será o centro das atenções, claro, mas a seleção tem mais potencial técnico do que a que ganhou a Eurocopa em 2016. Se os jovens Bernardo Silva (meia que acabou de ser comprado pelo Manchester City) e André Silva (atacante recém-contratado pelo Milan) jogarem o que sabem, a equipe não será mais o samba de um jogador só.

México: Único participante que já venceu o torneio (em 1999), é candidato a levantar a taça mais uma vez. O time é praticamente o mesmo da última Copa do Mundo e vem fazendo boa campanha nas Eliminatórias. Todos os principais nomes do futebol mexicano estarão na disputa: Ochoa, Rafael Márquez, Chicharito Hernández, Giovanni dos Santos e companhia.

Nova Zelândia: Forte candidato a ser o lanterna da chave, o campeão da Oceania vai apostar em uma defesa forte, com um jogo muito físico, e bolas altas na área do adversário. Um dos poucos destaques individuais é o atacante Chris Wood, que tem feito muitos gols pelo Leeds United, tradicional clube inglês que disputa a segunda divisão do país.

GRUPO B

Alexis Sánchez, do Chile (Foto: Carlos Parra / Comunicaciones ANFP)

Alemanha: Não terá suas principais estrelas na Rússia, por decisão do técnico Joachim Löw, mas que ninguém se engane: há bastante talento no elenco alemão. Com jogadores como Ter Stegen, Draxler, Sané e Can, todos destaques em clubes grandes da Europa, e jogando sem a obrigação de vencer, a seleção alemã tem potencial para levantar a taça ao fim da competição.

Chile: Em busca de seu primeiro título de nível mundial, os chilenos foram à Rússia com um time que é o mesmo que venceu as duas últimas Copas América. O meia Arturo Vidal e o atacante Alexis Sánchez vão liderar uma seleção que não tem ido muito bem nas Eliminatórias, mas pode encarar qualquer adversário na Copa das Confederações de igual para igual.

Camarões: A derrota por 4 a 0 em um amistoso contra a Colômbia, na terça-feira, é um forte indício de que os campeões africanos dificilmente vão brilhar na competição. Atualmente a seleção não possui nenhum jogador de destaque no futebol europeu e vai apostar tudo na força física e na correria. É pouco provável que essa fórmula funcione contra Alemanha e Chile.

Austrália: A equipe campeã da Ásia, goleada pelo Brasil na terça-feira, ainda depende do veterano Tim Cahill, de 37 anos. E isso diz bastante sobre a situação dos australianos, que fazem um futebol de muito vigor físico, mas pouca intimidade com a bola. Assim como a rival Nova Zelândia na outra chave, corre sério risco de terminar em último lugar.

O estádio de São Petersburgo, palco da abertura e da final (Foto: Instagram / Fifa)

OS ESTÁDIOS

Estádio Krestovsky, em São Petersburgo. Capacidade para 68.134 torcedores.

Arena Otkrytie, em Moscou. Capacidade para 42.759 torcedores.

Arena Kazan, em Kazan. Capacidade para 41.585 torcedores.

Estádio Olímpico de Fisht, em Sochi. Capacidade para 41.200 torcedores.

ARBITRAGEM

Os árbitros foram instruídos pela Fifa a dar mais minutos de acréscimo ao tempo de jogo do que normalmente ocorre. A intenção da entidade é que as partidas tenham mais tempo de bola em ação. Além disso, o VAR (árbitro assistente de vídeo, na sigla em inglês) será usado em todos dos jogos da Copa das Confederações. Assim como no Mundial de Clubes e no Mundial Sub-20, a Fifa vai usar a competição para desenvolver a tecnologia de auxílio aos juízes.

A TABELA*

Primeira fase

17/6 (sábado) – Rússia 2 x  0 Nova Zelândia, em São Petersburgo
18/6 (domingo) – Portugal 2 x 2 México, em Kazan
18/6 (domingo) – Camarões 0 x 2 Chile, em Moscou
19/6 (segunda-feira) Austrália 2 x 3 Alemanha, em Sochi
21/6 (quarta-feira) – Rússia 0 x 1 Portugal, em Moscou
21/6 (quarta-feira) – México 2 x 1 Nova Zelândia, em Sochi
22/6 (quinta-feira) – Camarões 1 x 1 Austrália, em São Petersburgo
22/6 (quinta-feira) – Alemanha 1 x 1 Chile, em Kazan
24/6 (sábado) – México 2 x 1 Rússia, em Kazan
24/6 (sábado) – Nova Zelândia 0 x 4 Portugal, em São Petersburgo
25/6 (domingo) – Alemanha 3 x 1 Camarões, em Sochi
25/6 (domingo) – Chile 1 x 1 Austrália, em Moscou

Semifinais

28/6 (quarta-feira) – Portugal 0 (0) x 0 (3) Chile, em Kazan
29/6 (quinta-feira), 15h – 1º do Grupo B x México, em Sochi

Decisão do 3º lugar

2/7 (domingo), 9h, em Moscou

Final

2/7 (domingo), 15h, em São Petersburgo

* Os horários são de Brasília

TODAS AS EDIÇÕES

1992 – Sede: Arábia Saudita – Final: Argentina 3 x 0 Arábia Saudita*
1995 – Sede: Arábia Saudita – Final: Dinamarca 2 x 0 Argentina*
1997 – Sede: Arábia Saudita – Final: Brasil 6 x 0 Austrália
1999 – Sede: México – Final: México 4 x 3 Brasil
2001 – Sedes: Japão e Coreia do Sul – Final: França 1 x 0 Japão
2003 – Sede: França – Final: França 1 x 0 Camarões
2005 – Sede: Alemanha – Final: Brasil 4 x 1 Argentina
2009 – Sede: África do Sul – Final: Brasil 3 x 2 Estados Unidos
2013 – Sede: Brasil – Final: Brasil 3 x 0 Espanha

*Como Copa Rei Fahd

Veja um vídeo promocional da Fifa da Copa das Confederações:




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